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Saudades do ofício

10:49


Esse texto foi escrito em uma folha de caderno, com mais rasuras do que letras legíveis, com mais sentimentos do que meras palavras desconexas. Eu nunca exerci muito bem a função papel/caneta, sempre demonstrei um apreço pelo teclado e o corretor ortográfico do computador. Porém, nesse momento, me agrada mais maturar minha escrita enquanto a escrevo... e a quanto tempo eu não escrevo!

Sim, deu saudade. Deu vontade de me sentir livre e deixar minhas palavras varrerem o papel a encontrar o alinhamento perfeito. Vontade de pensar em o que escrever, como escrever, o que alguém vai sentir e o que eu sinto.

Então eis aqui a minha dádiva. Aqui está o meu mundo, entre uma linha e outra, mediante parágrafos e recuos, falando daquele amor que nunca passa, das lágrimas que escorreram, do medo... da vida.

No mundo das palavras dominamos tudo aquilo que queremos, aqui eu sei como as coisas funcionam e se eu quiser que as flores flutuem, elas irão flutuar. Aquela dor terrível que eu guardei na alma pode enfim acabar, eu posso chorar e gritar e espernear, mas as palavras ainda serão silenciosas. Faço isso por amor. Não que eu espere mudar o mundo. Não que esteja querendo dizer que eu não quero mudar o mundo, tudo bem que isso possa parecer confuso, mas o mundo é confuso!

E é essa confusão que proporciona o grande espetáculo que é a vida. E eu vivo pra fazer o que eu amo. E eu amo escrever.

P.S.: Antes que eu magoe alguém, quero ressaltar que também amo minha mãe, meu irmão, meu namorado, minhas amigas, meus cachorros, a natureza, a chuva, um final de semana, dormir, comer, cantar, respirar... existir. *Nenhuma árvore foi destruída na construção desse texto, após sua digitação, a folha de caderno foi gentilmente levada à lixeira da coleta seletiva.



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