Porque sim, e porque eu gosto de falar de amor...

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 Eu gosto de falar de amor, porque eu adoro falar sobre coisas que eu não entendo. Olhando pra lua, eu gosto de contar histórias de amores impossíveis: A Lua, nossa magnifica mulher de fases, e o seu imponente Sol. O Sol sabe o poder que tem sobre a Lua. Ele é confiante, radiante... Ela é linda porém tímida, louca, extrovertida, rouca, simpática, sentimental e tudo mais ao mesmo tempo. E assim vivem seu dueto a céu aberto, rodopiando pelo nosso mundo, em uma ciranda sem fim. A lua nunca alcança o Sol. O Sol nunca alcança a lua. E desse modo eles são o paradoxo perfeito: A Lua sem o Sol não deixa de existir, mas perde todo o seu brilho. 

   O Sol poderia nem ligar pra Lua, com toda sua autonomia e arrogância, mas ele sabe que é ela que o permite perpetuar seu brilho na escuridão. Mas como todo casal apaixonado, eles dão seu jeito de se encontrar e não perdem o eclipse mais próximo, as vezes a Lua aparece de dia, no ofício do Sol, só pra verificar se está tudo nos conformes... e dessa forma eles são completos, complexos e completos.

   Hoje riram de mim na faculdade quando eu disse que já encontrei o amor da minha vida. “ai, meus dezoito anos!” debocharam. Isso me espanta. As pessoas se esquecem de suturar velhas feridas e ignoram que não existe data de existência, validade ou qualquer coisa para o amor, existe muito “e se” e pouco “eu, sim”. 

 E se... E SE! E se o amor não for pra vida toda? E se o amor nem sequer exista? E SE a hipocrisia não tivesse cegado o mundo? Somos donos de uma terra de arrogância, não sabemos mais o que é ter alguém que se importa com a gente, que diga um “eu te amo” todos os dias pela manhã. 

Ah, o amor existe. Eu sei porque eu sinto e não importa se eu tenho dezoito, vinte e cinco, trinta e nove ou sessenta anos eu quero ter a certeza de que o amor é para a vida toda. Nem que eu tenha que viver varias vidas em busca de amor para provar minhas teorias. EU? Sim! Acredito que nem todos estamos fadados a mecanização. 

Eu sei olhar pra Lua em uma noite sem estrelas e reconhecer que sem o Sol, não só a Lua, mas todos nós, estaríamos sombrios e solitários. Eu acredito no amor, e eu acredito que eu não entendo de amor. Mas eu amo. E vou viver eternamente apaixonada... Porque o amor está em tudo, mesmo demonstrado em poucos, e o amor está enraizado em mim, como se tivesse sido esculpido, para ali perpetuar em todas as eras.

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