Futuro?

12:00



Já tive muitas alegrias...

Amizades de uma vida, um príncipe que não tem cavalo branco. Tenho pessoas que estão comigo desde que eu me entendo por gente, no caso da minha mãe literalmente, que gostam de mim pelo que eu sou... e que sentem um pouco de vergonha alheia pelas tolices que eu faço.

Já senti dores tão insuportáveis que não desejo ninguém (nem à EX do meu namorado). Já perdi uma avó, mais recentemente perdi um pai, já perdi a vontade de acreditar no amanhã... e eu continuei acordando nas manhãs seguintes.

Mas já senti uma felicidade incontestável. Passei pelo terrorismo do vestibular, fiz minhas “calourices” típicas do curso de medicina, plantei uma árvore e fiz tantas outras coisas. Coisas grandes, coisas pequenas... afinal eu só vivi 18 anos e ainda quero dominar o mundo. Tá, talvez eu não queira dominar nada, mas é divertido falar isso, é na verdade uma metáfora do que todo mundo quer: Dominar o mundo, nem que seja o próprio.

E ainda dizem que os jovens não tem preocupações! Não basta ter que lidar com essa coisinha chamada responsabilidade, tem toda essa questão de “quem sou eu” e “quem eu vou ser”.

De repente você tem seu futuro em uma mão e mil opções. Na outra mão você guarda as cartas na manga pro caso do mundo explodir e você precisar jogar.

Jogar tudo pro alto.

Mas o mundo não é o de Hora de Aventura e eu acho que você não tem um cachorro mágico engraçado.

Todo mundo passa por isso, e é só o inicio quando perguntam “o que você quer ser quando crescer”. Eles vão te cobrar algo um dia. Talvez você não queira mais ser presidente, ou percebeu que o espaço é solitário demais pra você ser astronauta. Mas você tem que ser alguma coisa, nem que seja ser você mesmo... mas até você saber quem é você também se vai um longo caminho.

Vão te julgar por sua inconsequência, sua irresponsabilidade, sua consciência e sua responsabilidade. Vão te julgar de qualquer jeito, se não for antes da faculdade, vai ser durante. Depois então...

Eu mesma, sempre quis crescer e isso bastava. Mas isso porque eu sempre imaginei tudo diferente.

Diferente?

Eu achava que quando eu crescesse, iria perder o medo do escuro. Iria ser mais forte como a minha mãe. Mas eu não me arrisco a olhar pro relógio de madrugada com medo de ser três da manhã, eu morro de medo de borboletas pretas nas paredes, e nem me oferecendo o meu peso em ouro eu assistiria Anabelle no cinema. Eu não me importo nem um pouco de correr pro quarto da minha mãe quando estou com medo... ou quando quero um abraço forte.

Diferente.

Meus sonhos começam a se realizar, novos a se formar e eu ainda não tive tempo de averiguar tudo. Ninguém tem.

Então, se eu tiver que concluir, eu prefiro deixar pra você a grande dádiva da duvida. Questione-se, importe-se... escolha, mas escolha porque é o que você quer. Se você não sabe, não tenha medo de esperar um pouco. “O resto da vida” é bastante tempo pra você se arrepender. E como nem eu sei o que me espera, se for inevitável o arrependimento, compartilho aqui um conselho de um velho amigo:

Arrependa-se pelo que você fez, não pelo que deixou de fazer.

Se arrisque. É uma roleta russa mesmo!


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